quarta-feira, 14 de outubro de 2015

cara amiga, essa carta não é para ser entregue. assim como não deveria ter sido entregue tanto sentimento ruim. não te quero mal, nem bem. você não cheira, nem fede. mas insisto em te conectar a mim. de certa forma estamos? talvez. não nos conhecemos, nem tenho a pretensão de. tempos atrás talvez para me provar, para ultrapassar meus limites iria querer até te convidar pra um chá. mas os anos nos fazem apenas um bem: nos conhecermos melhor. beijarmos nossos limites e quem sabe sermos mais seguros de nós mesmos? nesse caso, meu limite é esse. de ti, nada, para ti, menos ainda. começamos mal, minha cara. eu sei. mas quem continuaste foste tu. à cotoveladas e com tanto exibicionismo: pra que? e o seu feminismo escancarado em páginas de face? e sua modernidade nos cabelos? pra que duas mulheres iriam precisar disputar um mísero homem? não faz sentido e essa roupa eu não visto. não tem meu número e prefiro deixá-la mofar. homens não me abandonam, homens não serão alvo de minha disputa, nem de minha alegria, nem de minha tristeza. pelo menos é isso que procuro trabalhar em mim mesma, mas já te disse, somos limitadas. Então, minha cara, fica na sua, me esqueça. Se puder, esqueça-o também, vá em outra praça, vai te fazer bem. Pois por aqui bem nenhum você gerou. Se alguém gerou bem fomos eu e ele, cada um a si, refletindo um no outro. Não foi o seu acontecimento que abalou geral, sinto em lhe dizer. Não foi a sua existência que fez a minha vida mudar. Vá te catar! Estou dando voltas no sol há muito mais tempo que ti, minha cara. Só eu sei das minhas dores. Só eu sei das minhas alegrias. Não toque na ferida, siga seu caminho. Assim jamais seremos amigas.

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Devaneie: